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Julho verde e amarelo: mês de prevenção e conscientização

Conheça as campanhas que trazem mais informações sobre hepatites virais e tumores de cabeça e pescoço

As campanhas mensais de saúde física e mental visam trazer mais informações sobre condições que merecem atenção e que, com os cuidados certos, podem ser evitadas e tratadas.

Neste mês, duas dessas campanhas acontecem criando o Julho Verde e Amarelo. A ideia é promover a conscientização e incentivar a prevenção dos tumores de cabeça e pescoço e das hepatites virais. Falar sobre essas condições é importante para ajudar a trazer clareza com relação aos sintomas, tratamentos e métodos de prevenção.

O câncer de cabeça e pescoço pode acometer mais de 39 mil brasileiros a cada ano entre 2023 e 2025, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Quando se considera o câncer de pele melanona que atinge essas regiões, o número sobe para mais de 48 mil. 

Esse tipo de tumor pode afetar a boca, a língua, o palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, esôfago, tireoide e seios paranasais. Seja qual for a condição, há tratamento e cura, especialmente quando o diagnóstico acontece de forma precoce – daí a importância da campanha de conscientização.

Hoje, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), 60% dos casos são descobertos quando a doença já está avançada e as chances de sequelas são maiores.

O Julho Verde acontece por conta do Dia Mundial de Conscientização e do Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, que acontece em 27 de julho, e procura trazer luz aos principais sintomas e formas de tratamento para que o maior número de pessoas possível tenha clareza sobre eles e procure ajuda médica quando necessário.

Sintomas:

Fatores de risco:

Formas de prevenção:

A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, desde 2010, o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais em 28 de julho. Daí nasceu também a campanha do Julho Amarelo As hepatites virais são o conjunto de doenças que afetam o fígado, causadas por diferentes vírus (A, B, C, D e E).

Atualmente, estima-se que mais de três milhões de brasileiros estejam infectados pela hepatite C e não sabem. No mundo, de acordo com a OMS, os números podem chegar a mais de 400 milhões de infectados pelos vírus B e C. Desde 2002, já foram mais de 75 mil óbitos no Brasil em decorrência das doenças – situações que poderiam ter sido evitadas, já que há hábitos preventivos simples e vacinas disponíveis.

Cada tipo de vírus tem um tipo específico de contágio: as hepatites A e E estão ligadas diretamente às condições de saneamento básico e higiene e as hepatites B, C e D são transmitidas por fluidos corporais.

Além dos vírus, a inflamação no fígado também pode ser causada pelo uso de alguns medicamentos, abuso de álcool e drogas e doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.

Sintomas, quando apresentados:

Formas de prevenção:

Além de incentivar a prevenção e a busca por tratamento médico quando houver suspeita do diagnóstico, o Julho Amarelo também é uma forma de promover solidariedade para com os portadores da doenças, que podem acabar sofrendo preconceito e discriminação.

Trazer mais informações e clareza com relação a doenças como o câncer de cabeça e pescoço e as hepatites virais é essencial para haver o diagnóstico precoce e as chances de tratamento e cura serem as maiores possíveis. Além disso, aumentar a conscientização com relação à prevenção. Por isso, campanhas como o Julho Verde e Amarelo são tão importantes – informação cura.